SAIA DA MULTIDÃO!

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SAIA DA MULTIDÃO!

 

As Escrituras apresentam o ministério terreno de Jesus em meio às multidões. Grande número de pessoas seguia Jesus, ouvia seus ensinos e testemunhava dos sinais por Ele operados. O Apóstolo Mateus nos mostra o interesse de Jesus por estas multidões, que eram muito mais do que plateia para nosso Senhor: “E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor (MATEUS 9:36). Todavia, nem sempre Jesus estava junto à multidão. Mateus mesmo nos informa que, antes de ajuntar-se à multidão, Jesus tinha estado em casa: “Tendo Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar; (…) E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia” (MATEUS 13:1,2).

Jesus sabia exatamente o que fazer enquanto estava com a multidão. Servia pessoas, influenciava positivamente quem o cercava e anunciava o Reino de Deus a todos: “E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos. E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão” (MATEUS 14:14,19).

Jesus sabia muito bem quando deveria despedir-se da multidão: “E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão” (MATEUS 14:22). Ele sabia também que a multidão tinha afazeres e familiares, por isso, despedia todos a fim de que voltassem às suas atividades com um novo olhar de serviço e amor apresentado pelo Mestre. Jesus precisava dedicar-se a outras atividades desenvolvidas fora do olhar público: “E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só” (MATEUS 14:23). Ele ainda precisava alcançar outras multidões: “E, tendo despedido a multidão, entrou no barco, e dirigiu-se ao território de Magadã” (MATEUS 15:39).

Nós, discípulos de Jesus, temos priorizado as multidões e temos nos esquecido da dimensão privada da vida cristã. Com acesso fácil ao mundo virtual e, em especial, às redes sociais, oramos quase sempre em público, na medida em que contamos nossos pedidos, compartilhamos nossas lutas e até mesmo confessamos nossos erros na linha do tempo do Facebook. Falta-nos atentar para a recomendação do Senhor: “Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente” (MATEUS 6:6).

Estamos fascinados com as multidões. Queremos ser seguidos. Desejamos ser curtidos e ter nossas postagens compartilhadas. A vida desenrola-se no Instagram, no Twitter, no Whatsapp e em toda sorte de espaço público. Mas, ninguém suporta viver sempre em público. É preciso despedir-se da multidão e achegar-se, sem pressa, à presença do Pai. É urgente olhar para si mesmo depois de ter retirado a maquiagem utilizada em público e encarar desafios enrugados no rosto verdadeiro do interior.

Esteja com a multidão sempre que for necessário, mas lembre-se que existe antes e depois da multidão. Na verdade, a multidão é somente o intervalo da sua vida.

 

Pr. Tarcísio Farias Guimarães


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